Parque Estadual da Serra do Brigadeiro
As informações aqui apresentadas oriundam do Guia do Parque, escrito pelo Instituto Estadual de Forestas de Minas Gerais e publicado pela Empresa das Artes - www.empresadasartes.com.br
Como chegar
O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro fica na Zona da Mata, no sudoeste de Minas Gerais, a 330 Km de Belo Horizonte. Ocupa uma área de quase 15 mil hectares, dividida entre oito municípios: Fervedouro, Divino, Pedra Bonita, Sericita, Araponga, Ervália, Muriaé e Miradouro e Muriaé. Há uma única estrada que corta o parque, ligando as cidades de Araponga e Fervedouro, às margens da rodovia Rio-Bahia, com trechos em estado precário de conservação. O parque está localizado a 230 Km de Juiz de Fora e 60 Km de Viçosa e Carangola.
Horário de funcionamento: 08:00-17:00. O Parque não possui área de camping e a visitação deve ser feita no período diurno. Informações: (032) 3721 7491.
Para ver o mapa do Parque, clique na imagem do mapa ao lado.
As belezas de um paraíso ainda virgem
No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro a natureza criou uma defesa praticamente insuperável para suas riquezas. O relevo acidentado e os grotões úmidos impediram que o homem destruísse uma das maiores reservas de Mata Atlântica. O Parque foi incluído no Projeto Reserva da Biosfera da ONU, ao lado dos parques nacionais do Caparaó e da Serra dos Órgãos e do Parque Estadual do Rio Doce.
O valor real desse tesouro só agora está começando a ser calculado por pesquisadores da região, que contam com o apoio de cientistas de várias universidades do mundo inteiro. O Muriqui (ou Mono Carvoeiro - Brachiteles hypoxanthus) é a primata a mais ameaçada dos neotrópicos, para não dizer do mundo inteiro, e é no Parque da Serra do Brigadeiro que se encontra a maior população deles no mundo.
Levantamentos feitos por imagens de satélite mostram que 40% da área do parque ainda estão cobertos por matas nativas e 25% por matas secundárias, reflorestadas. O restante é composto por campos de altitude (10%) e áreas degradas pelo homem (25%). A serra é uma "caixa d'água" para a Zona da Mata. Os rios e ribeirões que nascem nas serras abastecem as bacias do rio Doce e do rio Paraíba. As matas preservadas durante séculos da ação do homem, escondem ainda uma grande variedade de animais em extinção e de árvores encontradas apenas em
reservas bem protegidas, além de plantas ainda desconhecidas. Seu clima é bem característico. A serra passa boa parte do ano encoberta por uma espessa camada de neblina. Nos meses mais frios, os pesquisadores têm de enfrentar temperaturas abaixo de zero. Seu ponto mais alto é o pico do Soares, a dois mil metros de altitude. A vegetação tem a chamada floresta de encosta, até 1,4 mil metros de altitude, campos de altitude no alto da serra, acima de 1,6 mil metros, e mata de transição nos trechos intermediários. Os mesmo canyons florestais que protegem as árvores da ação dos madeireiros e das queimadas são também um empecilho para os pesquisadores.
História do Parque
A proposição de uma unidade de conservação na região da Serra do Brigadeiro remonta a algumas décadas tendo se iniciado no âmbito das políticas para o meio ambiente no Estado de Minas Gerais. No início da década de 90 esta proposta tomou corpo na forma de um projeto de lei do executivo estadual voltado para a criação de um Parque Estadual na região, nas áreas situadas acima de mil metros de altitude, perfazendo uma extensão territorial de cerca de 33.000 ha. Esta primeira proposição fez emergir o problema social da desocupação da área do futuro parque, atingindo diretamente milhares de agricultores familiares e a população residente em diversos povoados e sedes de municípios que seriam afetados. A criação do parque acima da cota de 1000 metros de altitude redundaria, portanto, em um problema social resultante da desapropriação das áreas destas famílias de agricultores.
A partir de 1993-94 iniciou-se na região um intenso debate público sobre a pertinência da criação do parque e, ao mesmo tempo, sobre a necessidade de propostas alternativas que garantissem a permanência e a viabilidade da agricultura familiar na região. Neste momento inicia-se um ciclo de mobilização e negociação liderado pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STR's), principais interlocutores dos agricultores familiares junto aos defensores da proposta: os órgãos do Estado.
Finalmente, como resultado deste processo de mobilização e negociação, é criado em 1996 o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro (PESB), com uma área total de pouco mais de 13.000 ha, que correspondem à área remanescente de Mata Atlântica na região. Nesta nova configuração, a demarcação do parque acima da cota de 1000 m é descartada, garantindo-se a permanência dos agricultores familiares instalados nas proximidades da área de floresta definida como sendo o parque estadual. Em dezembro de 2005, após um regularizaçõ das terras, houve um acréscimo que levou a superficie total a pouco menos de 15.000 ha.
Missão do Parque
Proteger o patrimônio natural do maior conjunto de maciços montanhosos e pontões com Mata Atlântica e campos de altitude em Minas Gerais, conciliando fins científicos, educativos, eco-turísticos e contribuindo para o processo de integração das comunidades do Entorno.
O plano de manejo do Parque é o norteador do desenvolvimento do Parque: ele foi aprovado em julho de 2008. Ele foi elaborado apôs estudos detalhados dos vários aspectos do Parque, bióticos e abióticos, acompanhado pelo Conselho Consultivo do Parque e com a participação de todos os atores incluindo as comunidades do entorno. Para ver o plano, clique aqui.
Os Atrativos do Parque:
A Serra do Brigadeiro compõe uma das mais importantes reservas naturais de Minas Gerais e uma das últimas áreas de remanescente florestal do leste mineiro. Ela ainda abriga nascentes que são fundamentais para a formação das bacias do rios Doce e Paraiba do Sul, e também, dois biomas ameaçadas de extinção: os Campos de Altitude e a Floresta Atlântica de Encosta. Nos limites do Parque, ficam os campos onde se pode ver desde gramíneas e pequenos arbustos até centenários cedros, canjaranas, jequitibás e peroba, sem falar das várias espécies ainda não catalogadas pela ciência.
CONSELHO CONSULTIVO DO PARQUE
O mandato do conselho foi renovado em junho de 2011 pela Portária IEF número 119 do 20 de junho de 2011.
Clique nas imagens para ver em tamanho maior Entre os numerosos picos, destacam-se:
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O visitante tem várias opções de trilhas, entre as quais são:
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Informações sobre o Parque
Referências
Links: