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Robin Le Breton

Robin Le Breton

Diretor do Centro de Pesquisas Iracambi, especialista em manejo de recursos naturais.

Na antiga e conceituada universidade europea, onde Robin Le Breton se formou em Direito, a Lei da Selva não faz parte do currículo. Deste modo, não dá para entender porque um graduado dessa universidade acabou fundando um Centro de Pesquisa no meio do mato tropical brasileiro. Se você espera entender porque, não é aqui que você vai encontrar a resposta. A vida é cheia de mistérios que a lógica não sabe explicar.

Assim munido do mestrado, Robin saiu da África,onde ele nasceu, e seguiu o roteiro muito usado por seus compatriotas, atravessando o oceano para chegar no Brasil. Em pouco tempo, se apaixionou pelo Brasil e quis ficar.  Mas as veredas da vida são as vezes tortuosas e o destino tinha outro planos para ele.  Ele passou mais de 15 anos andando no mundo inteiro, trabalhando para agências internacionais em desenvolvimento rural.

Um belo dia, chegou um convite do Governo Brasileiro de trabalhar como assessor na SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).  Embarcou na caravela e, com convite na mão, desembarcou por fim na praia de Monte Pascoal, com a mudança, a família e o cachorro,

Dái, andou em todas as bandas do Nordeste do Brasil, chegando em lugares cujos nomes ele não soube pronunciar – Amaniatuba,  Afogados da Ingazeira, Quixaremobim, Igarapeassu,  Maracaçumé. Foi  passear um pouquinho em Minas Gerais, e lá chegou conhecer pão de queijo, Aleijadinho, pincomé  (que lá fora de Minas é conhecido como pinga com mel), Carlos Drumond de Andrade, tutu e o demais trem bao de Minas e, de novo, apaixionou-se. Esta vez, quando gritou “Fico, uai!” os mineiros não entenderam o sotaque de Africano-nordestino e o responderem “Why not?”- aí, ficou mesmo.

Lembrado das serras e matas da sua infância africana, ele comprou um terreno na região de Minas onde predomina essa topografia. Evidentemente, mais uma vez, ele tropeçou no sotaque: o que ele entendeu como Zona da “Mata” apareceu como Zona da “Moita” – a mata sumiu. Em Minas Gerais, só restam 5% da Mata Atlântica original.

Porém, não se desanimou.  Logo percebeu que o problema da destruição da Mata Atlântica, da degradação do meio ambiente e da insustentabilidade da agricultura não poderia ser resolvido simplesmente por leis mais severas e tecnologias mais modernas. Por mais que Robin andou procurando respostas, mais ele descubriu que as causas da destruicão e do processo de recuperaçao são pouco entendidas. Existe uma conjunção de fatores técnicos, legais, sociais e econômicos  que causaram os problemas: sem entender esses,  não é possível encontrar soluções. Em lugar de esperar até que caisse a solução do ceu,  Robin fundou o Centro de Pequisas e Conservação Iracambi especificamente para atrair pessoas que possam responder às perguntas dos produtores. Iracambi – a Terra de Mel e Leite, na língua Tupi – continua, até hoje, sendo o lugar onde  floresta e fazenda andam de mão dadas.

Para ver o currículo profissional completo, visite o Sistema Lattes

 

 

 

































































































































































































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